11 de outubro de 2007

A confusão

Tudo começou do nada
Um grito na multidão
Foi como um estouro de boiada
Sem rumo, sem direção
Os que caiam não levantavam
Viravam parte do chão
Aquilo foi se espalhando
Sem se saber a razão
E assim como veio, foi
Do nada se dispersou
Deixando pra traz um rastro
De dor e destruição
Uma criança bem ao meu lado
Olhava tudo com atenção
Inocente, achando até graça
Com um sorriso na cara
Relatou sua visão:
"Ei Tio, mas que baita confusão!"

10 de outubro de 2007

Desentendimento

Uma frase mal formulada
Uma questão mal respondida
Uma simples vírgula errada
Pode mudar o rumo da vida

8 de outubro de 2007

Cantarolando e adaptando Armandinho...

To com dor na minha garganta,
E com um peso na cabeça,
Hoje to pelas beiradas,
Isso é coisa que eu mereça?
O vento virou,
O céu se fechou
O frio voltou
Vou voltar pra minha cama
O resfriado me pegou!
:(

5 de outubro de 2007

4 de outubro de 2007

Minha terapia

Tem cara que é viciado em futebol, sabe a escalação completa daquele time que disputou aquele campeonato de 20 anos atrás de trás pra frente, lembra com detalhes daquele lance do gol quando o Juquinha driblou 2 e passou para o Pedrinho fazer aquele golaço. Sabe tudo sobre o futebol brasileiro e europeu, acompanha sempre aos jogos de todos os campeonatos.
Infelizmente, ou felizmente, eu não tenho este dom.
Nem sei direito a escalação do time do ano passado, lembro apenas de algumas coisas que realmente marcaram a minha vida.
Pensando sobre isso ao ver uns amigos comentando sobre jogos do passado como se tivessem ocorrido ontem, cheguei a conclusão de que não sou viciado em futebol, mas sim em ver o Grêmio jogar.
Jogos de outros times, até gosto de ver, mas quando é o Grêmio nada me faz perder o foco.
Ver pela TV já é bom, mas ir ao estádio é o que me deixa realmente feliz.
Já deixei muito programa de lado pra ir em jogo do Grêmio no Olímpico. Ir ao jogo é o principal.
Sou viciado em arquibancada, na festa da torcida, em cantar as músicas da Geral, em tomar uma cerveja com a galera, dar risada. Não tem nada melhor que o clima do estádio. A gente deixa de ser milhares de seres para formar um único ser composto por milhares de partes: A torcida
É a minha válvula de escape mais eficiente.
Vou lá para gritar, xingar, vibrar, cantar, reclamar, comemorar e me emocionar. E não importa o resultado, saio sempre renovado e pronto para voltar para a correria do dia-a-dia.
Não sei como está nos outros lugares, mas cada vez vemos menos confusões no Olímpico. O numero de familias, mulheres e crianças no estádio aumenta a cada dia. Isso também ajuda a criar um ambiente legal nos jogos.
Lógico que sempre tem uns imbecis que acham que são mais machos que os outros, mas eu não vou lá pra provar que sou macho, vou lá simplesmente pra torcer, e o número de pessoas "da paz" tem aumentado significativamente nos últimos anos.
Tenho muitas outras manias e vícios, mas o Grêmio...
O Grêmio é minha terapia!
Qual é a sua?
Esse de chapéu preto do Grêmio sou eu no meio da galera em plena terapia!
Clica na foto que ela fica enorme e com o foco um pouco ruim. :P

Artur, o arteiro - Piolhos Invaders

Depois do "Direto pro SOE", meu amigo Rafael, do VESPO, está lançando mais um livro com seus quadrinhos magníficos.
Artur, o arteiro volta com suas divertidas tiras em Piolhos Invaders.
Ai em baixo está o convite para Sessão de Autógrafos que acontece aqui em Porto Alegre no próximo dia 10.
(Clica na imagem pra aumentar um pouco caso tenha problema de visão)
Passa lá no blog do cara pra ver que ele é fera mesmo!
Aconselho todos a comprar o livro, pois além do cara ter talento de sobra, o Artur, personagem dos livros é uma figuraça!!
Vale a pena mesmo!
Sucesso Rafa!

3 de outubro de 2007

Uma noite ao som de Pink Floyd

Sentado, esperando começar o show, eu olhava para os lados e me encantava com a cena que via. Pais com seus filhos, familias inteiras sentadas lado a lado, gente de cabeça branca, gente com espinha na cara, gente de todos os tipos misturados num único lugar por um único motivo: curtir uma noite embalada pelas músicas clássicas do Pink Floyd.
Não, não era o Pink Floyd que ia tocar ali, era o Australian Pink Floyd, e eu fui só para olhar de perto aqueles caras que fazem cover deles, fui para ouvir as músicas ao vivo, cantar junto e curtir.
Eu e muitos outros estávamos lá, de camiseta do Pink, ansiosos para ouvir os magníficos acordes dos grandes clássicos do rock que ali seriam apresentados. Os jovens olhavam tudo atentamente, alguns com seus pais contando histórias sobre as musicas e mitos da lendária banda de rock
Eis que ecoa o sinal do inicio do show, as luzes se apagam e as pessoas depois de alguns tempo de euforia se calam para ouvir. Tudo continua escuro, apenas a batida de um coração se espalha pelo teatro lotado fazendo tudo vibrar, até que as luzes se acendem e revelam a banda que começa a tocar.
A qualidade excepcional do sistema de som, juntamente com a acústica do lugar, o jogo de luz, as projeções no telão e os muitos efeitos visuais mostram que aqueles caras não estavam ali para brincar. É cover sim, mas é cover com personalidade! É o Pink Floyd traduzido em alma Australiana.
Cada música entoada é um arrepio que corre pela espinha, cada solo de guitarra deixa o público ainda mais extasiado.
Os caras tocaram o "Dark Side of the Moon" inteiro e em sequência, e eu não sabia o que fazer, as vezes gritava, as vezes cantava junto com entusiasmo, as vezes me encostava na cadeira e curtia e as vezes apenas ria, não acreditando em tamanha perfeição diante dos meus olhos.
Terminado o "Dark Side of the Moon", a banda faz um intervalo de 15 minutos.
Saio para pegar algo para beber e vejo todos os rostos com aquela mesma expressão de entusiasmo/encantamento/felicidade.
A segunda parte do show é uma mistura muito bem selecionada das melhores músicas de todos os outros álbuns do Pink Floyd.
A cada musica, um hino. Dava pra fechar os olhos e viajar no som, mas também não dava pra perder nenhum detalhe, então os abria rápido novamente.
Não tem como não tremer quando a guitarra explode os acordes e surge a voz perguntando:
"Hello, hello, hello Is there anybody in there? Just nod if you can hear me. Is there anyone at home? "
No final do show, o vocalista se despediu dizendo "Até o ano que vem!" e eu imediatamente pensei que certamente estaria ali novamente para ver aquele espetáculo.
O show acabou e eu demorei um tempo pra me recompor e voltar a realidade.
Saindo do teatro mais uma vez encontro pessoas com aquela mesma expressão de entusiasmo/encantamento/felicidade.
Todos de alma lavada!
Realmente, valeu cada centavo.
E hoje, feliz e contente, ando cantarolando as músicas ouvidas ontem.

2 de outubro de 2007

Caminhos de amor

Caminhando sem seguir trilhas
Na direção de algum lugar
Sem se importar com o caminho
Nem com a hora de chegar
Um trecho a cada dia
Um dia em cada lugar
É a vida sendo vivida
Na maravilhosa loucura de amar

Rica terça... :D

Terça-feira dificilmente é ruim pra mim...
A segunda já passou com aquele ar pesado de começo de semana, as coisas vão fluindo com mais calma as pessoas já começam a esboçar sorrisos.
Mas está terça está com um ar "feliz" mais forte que o normal para mim graças a alguns fatos bem interessantes.
Muitas coisas dando certo, planos finalmente saindo do papel graças a colaboração fundamental da minha familia, e pra completar o dia feliz, música boa e de qualidade hoje de noite...
Já faz algum tempo que comprei um ingresso para um show, e ele estava lá, parado na minha carteira e a contagem regressiva na minha mente finalmente chegou ao zero. É hoje que o The Australian Pink Floyd Show vai me levar pelos caminhos que infelizmente não pude percorrer quando Roger Waters passou por aqui num passado não tão distante. A proporção é menor, lógico, mas é o mais próximo que já cheguei de um show do Pink Floyd. Pra quem não sabe, os caras do Australian Pink Floyd Show são os únicos no mundo que tem o "aval" do próprio Pink Floyd para tocar suas músicas.
Vai ser hoje as 21 horas no Teatro novo do Bourbon Country em Porto Alegre.
Estou contando os segundos...

1 de outubro de 2007

Sexy vs. Brochante

Depois de algum tempo pensando no que escrever, resolvi aceitar o desafio proposto pelo Balaio e listar aqui as coisas que acho sexy e brochantes...
Então vamos direto a lista:

Sexy:
1- Saber provocar com sensualidade.
2- Calcinhas fofas ou só com aquelas tirinhas dos lados.
3- Pedidos safados e beijos molhados.
4- Ser o alvo dos olhares e sorrisos dela.
5- Mão boba ou conversas sensuais em lugares que não dá para arrancar a roupa na hora.

Brochante:
1- Vulgaridade.
2- Falta de atitude.
3- Falta de amor próprio.
4- Falta de higiene.
5- Não saber ou ter vergonha de provocar.

Pensei em milhares de coisas pra colocar na lista "Sexy"... algumas fiquei com vergonha de escrever aqui (Meu pai e minha mãe lêem meu blog... hahahahahaha), algumas eu prefiro não revelar e outras só ela sabe! Quanto ao "Brochante", basicamente acho que a mulher tem que saber muito bem o poder que ela tem... senão complica.
Quem quiser, que continue com a corrente e avise aqui nos comentários pra que eu dê uma conferida! ;)