19 de novembro de 2009

Momento de Delírio

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Momento de Delírio, por Rica Retamal - 2009
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16 de novembro de 2009

Descoberta

Estava quieto, atirado no sofá quando ela passou lenta, despretensiosa e deliciosamente pela sua frente fazendo com que naquele exato momento tudo em sua volta desaparecesse. Seus olhos começaram a acompanhar todos os movimentos enquanto ela caminhava de um lado a outro da casa, meio sem rumo, com aquela roupa de usar somente em domingos chuvosos. Foi quando ele percebeu que gostava muito de ver sua mulher toda produzida, mas que gostava mais ainda de vê-la sem retoques, afinal, linda e estonteante ela era por natureza.
E seus domingos chuvosos nunca mais foram os mesmos.

10 de novembro de 2009

Nada a Declamar

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Nada a Declamar, por Rica Retamal - 2009
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9 de novembro de 2009

O Que Me Resta

Pela janela da sala acompanho o tempo mudar. A brisa amena da lugar ao mormaço e o céu fechado grita que hoje será mais uma daquelas noites em que não verei a luz do luar.
Só me resta fechar os olhos e sonhar.

5 de novembro de 2009

Depois do Banho

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Delírio do Cotidiano: Depois do Banho, por Ricardo R. 2009
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3 de novembro de 2009

Sobrevivente

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Delírio do Cotidiano: Sobrevivente, por Ricardo R. 2009
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30 de outubro de 2009

O Sofrimento Da Caneta

Dizem por ai que o papel aceita tudo...
Pois eu digo:
Quem sofre mesmo com isto é a caneta!

Ela é quem deixa as marcas
Por gosto ou a contragosto
Palavras feias ou rabiscos

Só não sofre mais por se sentir realizada
Deixando declarações de amor
Poemas, desenhos bonitos
Ou qualquer simples recado
Que seja para uma pessoa amada

29 de outubro de 2009

O Soco Final

Primeiro bateu para depois perguntar
E acabou deixando marcas na cara de quem não merecia
Voltou para casa com a consciência pesada
E com muito mais ferimentos do que pretendia

Foto: The Final Punch, por Ricardo R. - 2009
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28 de outubro de 2009

Na Saída Do Bar

O pneu furou
O carro derrapou
Capotaram várias vezes
Até parar no terreno abandonado

O velocímetro trancou
O relógio parou
Agora marcam para sempre
A hora e a imprudência do fato consumado

Hoje,
Um punhado de flores
Deixadas perto do muro
Tenta desesperadamente a todos alertar

Mas os carros
E seus donos esquecidos
Bebem mais do que o devido
E passam rápido demais para notar

27 de outubro de 2009

Processo Criativo

Do pó e da azia fez a poesia que transformou o ar e a dor no mais puro amor