Quantas vezes eu tentei te fazer rir
Para não ver uma lágrima cair
Me fazendo de palhaço brincalhão
Segurando firme a tua mão
Quantas vezes você veio até mim
Com problemas que pareciam não ter fim
Transformando nossa cama em um divã
Solucionados antes mesmo da manhã
Chegar...
Fala baixinho meu bem
Me abraça forte
Vamos em frente com tudo
Trilhando a sorte
Muitas pedras virão
Nós não podemos negar
Mas juntos vamos vencer
Ver o futuro chegar
E antes do sol nascer
A gente vai se amar
Quero pra sempre viver
Vendo teu brilho no olhar
“Nau da loucura no mar das idéias”: a vida é feita de encontros e desencontros, risos e choros, momentos de lucidez e grandes momentos de loucura. Somos todos barcos navegando neste imenso mar da existência! A vida é um conjunto de delírios. E você, já teve o seu momento de delírio hoje?
18 de abril de 2007
16 de abril de 2007
Máxima 16/04/2007
Muitos de nós gastamos metade do nosso tempo sonhando coisas que poderiamos ter se não passássemos metade do nosso tempo sonhando.
Alexandre Woolcott
Alexandre Woolcott
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Maxima
12 de abril de 2007
Não se faz mais jovens como antigamente...
No final de semana que passou, estava em Rosário conversando com meus pais sobre a situação em que se encontra o nosso pobre pais. Eles me contaram histórias do tempo de juventude, onde os jovens respiravam política. Nas escolas e faculdades, os Grêmios estudantis fervilhavam de pessoas discutindo idéias de como fazer um pais mais justo. Nos bares o assunto era o mesmo.
Uma geração inteira vivendo intensamente a política.
Então veio o golpe militar, onde falar, fazer ou simplesmente pensar política era um crime cuja sentença muitas vezes era a morte. E para escapar da morte, o jovem sufocou suas idéias.
Durante longos anos ela esteve ali... sufocada, quase extinta.
Agora, que falar, fazer ou pensar política já não é crime, os jovens em sua grande maioria já não sabem mais o que é isso.
Foram as ruas de caras pintadas porque a TV mandou. Coisas muito piores aconteceram depois e ninguem se moveu.
Ninguém fala sobre política na escola... a maioria delas nem Grêmio Estudantil tem. Na minha faculdade o Grêmio Estudantil pensa apenas em interesses próprios e obscuros. Nos bares o tom da conversa já não é o mesmo.
Estamos diante de uma geração apolitica. Uma geração que acha que politica não é coisa para ser conversada ou discutida.
Talvez os jovens não queiram mais saber, ou simplesmente perderam a fé.
Então me pergunto:
Quem vão ser os politicos da próxima geração?
Quem vai desafiar o sistema?
Quem vai se dar conta de que as coisas estão erradas por aqui e tentar mudar?
Sempre achei que isto era uma tarefa dos jovens.
Queria um pais justo, sem negociatas, sem mensalão, sem caixa 2, sem rombo na previdência, onde o governo forneça assistência médica digna e estudo ao seu povo e que cada cidadão viva com dignidade com o dinheiro ganho pelo seu trabalho no dia-a-dia.
Não concordo com a esquerda nem com a direita, se bem que isso nem existe mais no Brasil depois do Lulla... Apenas queria que os políticos lutassem por ideais, e não em favor próprio.
Queria que senadores e depudatos ganhassem salários aceitáveis e trabalhassem ao menos de segunda a sexta como qualquer outro trabalhador brasileiro.
Queria que funcionários de alto escalão não pudessem aumentar os próprios salarios quando da vontade.
Queria que as verbas publicas fossem respeitadas e que o orçamento fosse controlado como faz um pai de familia que sobrevive com seus 5 filhos com um salário minimo.
Queria que os políticos se importassem com o futuro do povo, e não apenas com as próximas eleições
Queria que não precisasse existir movimentos populares, mas se por algum motivo eles existissem, que não fossem usados como arma política nem tivessem baderneiros misturados.
Queria viver em um lugar onde todos pudessem andar na rua a qualquer hora, sem o medo de não voltar mais pra casa.
Queria viver em um lugar mais justo, sem psicopatas de terno roubando a merenda de crianças que passam fome.
Queria que a justiça funcionasse para todos igualmente, acabando com o pior crime de todos, a impunidade.
Queria muitas coisas... Mas tentar sozinho é impossível.
Será que só eu quero isso?
Obs 01: Desculpem a generalização do termo "jovem".
Obs 02: Temos que cuidar muito para que não tenhamos o mesmo destino de alguns jovens de antigamente, que lutavam por justiça e hoje ditam as regras desse caos em que nos encontramos.
Uma geração inteira vivendo intensamente a política.
Então veio o golpe militar, onde falar, fazer ou simplesmente pensar política era um crime cuja sentença muitas vezes era a morte. E para escapar da morte, o jovem sufocou suas idéias.
Durante longos anos ela esteve ali... sufocada, quase extinta.
Agora, que falar, fazer ou pensar política já não é crime, os jovens em sua grande maioria já não sabem mais o que é isso.
Foram as ruas de caras pintadas porque a TV mandou. Coisas muito piores aconteceram depois e ninguem se moveu.
Ninguém fala sobre política na escola... a maioria delas nem Grêmio Estudantil tem. Na minha faculdade o Grêmio Estudantil pensa apenas em interesses próprios e obscuros. Nos bares o tom da conversa já não é o mesmo.
Estamos diante de uma geração apolitica. Uma geração que acha que politica não é coisa para ser conversada ou discutida.
Talvez os jovens não queiram mais saber, ou simplesmente perderam a fé.
Então me pergunto:
Quem vão ser os politicos da próxima geração?
Quem vai desafiar o sistema?
Quem vai se dar conta de que as coisas estão erradas por aqui e tentar mudar?
Sempre achei que isto era uma tarefa dos jovens.
Queria um pais justo, sem negociatas, sem mensalão, sem caixa 2, sem rombo na previdência, onde o governo forneça assistência médica digna e estudo ao seu povo e que cada cidadão viva com dignidade com o dinheiro ganho pelo seu trabalho no dia-a-dia.
Não concordo com a esquerda nem com a direita, se bem que isso nem existe mais no Brasil depois do Lulla... Apenas queria que os políticos lutassem por ideais, e não em favor próprio.
Queria que senadores e depudatos ganhassem salários aceitáveis e trabalhassem ao menos de segunda a sexta como qualquer outro trabalhador brasileiro.
Queria que funcionários de alto escalão não pudessem aumentar os próprios salarios quando da vontade.
Queria que as verbas publicas fossem respeitadas e que o orçamento fosse controlado como faz um pai de familia que sobrevive com seus 5 filhos com um salário minimo.
Queria que os políticos se importassem com o futuro do povo, e não apenas com as próximas eleições
Queria que não precisasse existir movimentos populares, mas se por algum motivo eles existissem, que não fossem usados como arma política nem tivessem baderneiros misturados.
Queria viver em um lugar onde todos pudessem andar na rua a qualquer hora, sem o medo de não voltar mais pra casa.
Queria viver em um lugar mais justo, sem psicopatas de terno roubando a merenda de crianças que passam fome.
Queria que a justiça funcionasse para todos igualmente, acabando com o pior crime de todos, a impunidade.
Queria muitas coisas... Mas tentar sozinho é impossível.
Será que só eu quero isso?
Obs 01: Desculpem a generalização do termo "jovem".
Obs 02: Temos que cuidar muito para que não tenhamos o mesmo destino de alguns jovens de antigamente, que lutavam por justiça e hoje ditam as regras desse caos em que nos encontramos.
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Delirio do Cotidiano
28 de março de 2007
Revival
Faço agora um "revival" de um texto do ano passado.
É do meu blog antigo... foi escrito em 18/10/2006 e na minha opinião é uma das melhores coisas que já saiu da minha cabeça.
É do meu blog antigo... foi escrito em 18/10/2006 e na minha opinião é uma das melhores coisas que já saiu da minha cabeça.
Além da cela
Conversas mentais fazem parte do meu dia a dia
Conto histórias, comento, lembro de outras folias
O mundo inteiro se passa em minha cabeça
Lá fora, só o resto, longe ou perto
Não me importo com nada do que aconteça
Uma realidade alterada, moldada à minha maneira
Transponho obstáculos, derrubo qualquer barreira
A vida se arrasta, lenta, suave e mais bela
O dia pintado com todas as cores da aquarela
Pessoas, sorrisos, problemas banidos
Um transe entre amigos
Paisagens que mais lembram telas
Removem pra sempre, definitivamente
A mente de sua cela
Conto histórias, comento, lembro de outras folias
O mundo inteiro se passa em minha cabeça
Lá fora, só o resto, longe ou perto
Não me importo com nada do que aconteça
Uma realidade alterada, moldada à minha maneira
Transponho obstáculos, derrubo qualquer barreira
A vida se arrasta, lenta, suave e mais bela
O dia pintado com todas as cores da aquarela
Pessoas, sorrisos, problemas banidos
Um transe entre amigos
Paisagens que mais lembram telas
Removem pra sempre, definitivamente
A mente de sua cela
Esse é um dos meus filhos preferidos...
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Poema
9 de março de 2007
Máxima
"Controlamos nossas opções, não suas conseqüências".
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7 de março de 2007
Delírio noturno
O sono vai vencendo, os olhos se fechando e o pescoço não sustenta mais tão firmemente a cabeça.
A luta é inevitável mas a derrota é iminente.
O tom de voz constante e calmo do orador vai ficando cada vez mais longe.
Quando vejo estou caminhando por um lindo campo verde em um dia ensolarado.
Adiante, à sombra de algumas árvores, vejo as pessoas que gosto reunidas festejando a vida.
Me aproximo e me junto a todos em um clima de paz e harmonia.
Ao fundo ouço uma voz insistentemente chamar pelo meu nome.
A voz vai aumentando de intensidade e num piscar de olhos estou de volta a mesma sala que estava antes, agora quase vazia e com um colega em pé ao meu lado avisando que a aula acabou.
Levanto-me calmamente e vou ao banheiro lavar o rosto, afinal ainda tem mais uma aula pela frente, estou apenas no intervalo, e desta vez vou tentar me manter acordado.
Mas se por acaso eu não conseguir, quero ir lá encontrar com o pessoal novamente.
Quem sabe não nos encontramos lá!
A luta é inevitável mas a derrota é iminente.
O tom de voz constante e calmo do orador vai ficando cada vez mais longe.
Quando vejo estou caminhando por um lindo campo verde em um dia ensolarado.
Adiante, à sombra de algumas árvores, vejo as pessoas que gosto reunidas festejando a vida.
Me aproximo e me junto a todos em um clima de paz e harmonia.
Ao fundo ouço uma voz insistentemente chamar pelo meu nome.
A voz vai aumentando de intensidade e num piscar de olhos estou de volta a mesma sala que estava antes, agora quase vazia e com um colega em pé ao meu lado avisando que a aula acabou.
Levanto-me calmamente e vou ao banheiro lavar o rosto, afinal ainda tem mais uma aula pela frente, estou apenas no intervalo, e desta vez vou tentar me manter acordado.
Mas se por acaso eu não conseguir, quero ir lá encontrar com o pessoal novamente.
Quem sabe não nos encontramos lá!
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Delirio do Cotidiano
Embate
Tinha no rosto as duras marcas da vida
Mãos cheias de calos, pele enrugada
Com muitas histórias sofridas
Um outro lhe olhava
Com o rosto cheio de espinhas
Querendo iniciar, deixar sua marca
Buscando construir uma vida
Sentados em um banco
Bem no meio da fila
São hoje inimigos pela situação
Participantes desta louca competição
Por uma valiosa vaga
Para varrer o chão
Mãos cheias de calos, pele enrugada
Com muitas histórias sofridas
Um outro lhe olhava
Com o rosto cheio de espinhas
Querendo iniciar, deixar sua marca
Buscando construir uma vida
Sentados em um banco
Bem no meio da fila
São hoje inimigos pela situação
Participantes desta louca competição
Por uma valiosa vaga
Para varrer o chão
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Poema
4 de março de 2007
A Lista
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você
Composição: Oswaldo Montenegro
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você
Composição: Oswaldo Montenegro
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2 de março de 2007
Arriscando
Pra que tanto receio em tentar, se somos formados por tudo aquilo que se faz?
E se não fazemos, como sabermos se realmente somos formados por tudo aquilo que queremos?
Se arriscarmos mais, vivemos mais?
E se não fazemos, como sabermos se realmente somos formados por tudo aquilo que queremos?
Se arriscarmos mais, vivemos mais?
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